Anselmo Vasconcellos

É popularmente conhecido por trabalhos em TV, tendo participado de mais de trinta programas diferentes nas mais diversas emissoras. Também possui uma extensa carreira no cinema brasileiro, tendo estreado em 1978, no longa Se Segura, Malandro!. De lá pra cá já atuou em mais de cinquenta filmes. Sua estreia profissional, no entanto, foi nos palcos, no musical Calabar, de Chico Buarque e Ruy Guerra, em 1973. Fez alguns trabalhos notáveis das décadas de 70 e 80 como O Segredo da Múmia (1983) e Eu Matei Lúcio Flávio (1979).

Casado há mais de vinte e cinco anos, possui três filhos: Isadora, Vittório e Isabella. É também autor do livro Comédia, A Arte da Irreverência, em parceria com a pesquisadora Raquel Vilela. De todos os seus trabalhos, aponta República dos Assassinos (1979), de Miguel Faria, em que interpreta um travesti, como o seu favorito.

“Aprendi a ser engenho de mim mesmo. Crio labirintos com o corpo, com a intuição, com a racionalidade e assim me transporto para outros, provoco, compartilho invenções, perdido dentro dele. Quem me acolhe ou me nega de alguma forma é a saída”.

Em Mia — a holandesa dos pés descalços —, o tempo e o espaço também são uma matéria flutuante. A história nos leva para os tumultuados anos 60, quando explode no Brasil, a Ditadura militar.
A história se inicia quando o personagem sai dos porões da Ditadura e emerge em vida. Embora sua alma ainda esteja atada ao breu. Sua pele impregnada pelo limbo dos excessos de um mundo onde a palavra LIBERDADE não é verbo. Substantivo, tampouco.
Nosso personagem-narrador-poeta-mendigo-malabarista é ferido em sua sensibilidade. E, nas trevas tatuadas em sua derme, uma única luz a incidir-resvalar é Mia. Personagem que se projeta para cima de nós — na condição de luz que nos fere os olhos. Somos convidados a nos acostumar com essa figura misteriosa, que vai se descortinando a cada página. Ela nos converte em personagem-narrador.

R$ 45

Conheça os livros do Autor

Comédia,  a arte da irreverência

Os autores nos convida a conhecer os muitos fatos da comédia no Brasil, no mundo e como a manifestação cultural cresceu em importância em nosso país, mas o estudo do tema não avançou no mesmo ritmo.
As pessoas gostam de rir, de contar com um alívio temporário para a seriedade do mundo. E por haver tanta gente ávida por uma boa gargalhada, é preciso existir quem ofereça diversão.

É possível criar especialistas para fabricar o riso?

Cartas de uma utopia

Cartografias afetivas (cartas a uma utopia) é um copilado de emoções, organizado por Anselmo Vasconcellos que propôs aos alunos da Oficina Libre um partilhar de suas experiências — em cartas, escritas de próprio punho, que colocam o leitor na condição de leitor-platéia — e nos permitem conhecem um pouco da magia por trás da engenhosa arte de ser outro, sem se perder de si enquanto acontece a metamorfose do fazer, sentir, insistir, persistir e convencer…

Quarta dimensão

É um livro de notas dividido em cadernos. São Fragmentos de ontem, hoje e amanhã. Uma espécie de manuscrito encontrado numa garrafa, como no conto escrito por Edgar Allan Poe, em que o personagem não sabe se encontrará possibilidade de transmitir seus escritos ao mundo. Mas até o último momento, ele escreve para lançar tudo de si ao mar…
Anselmo cumpre o ritual e o arremesso é feito… a garrafa segue em direção a praia, onde está o leitor, o melhor de todos os destinos.

Adriana Aneli

Adriana Aneli é escritora e idealizadora do projeto Tempestade Urbana, autora de livros de poemas, crônicas e contos; colunista da Scenarium. Formada em Direito pela USP e pós-graduada em Direito de Família e Mediação de Conflitos Familiares.

“Se o tema é café, o gosto é amargo… Ou adoçado artificialmente? É quente e forte: cativante? Cafezinhos para unir, distrair e consolar… Ou acordar, revigorar – sempre correndo o risco de perder de vez o sono? Amor expresso convida para uma leitura rápida, cada dia um miniconto (ou muitos de uma vez, para os viciados): uma xícara, um conto ou a prazerosa e demorada pausa para o “café com arte” que Cristina Arruda preparou em ilustrações: traços que carregam um mundo dentro de si.
Cada narrativa é um instantâneo de amor ou de ódio, de humor ou melancolia, elaborada com grãos de música, poesia e cinema, como revela a “cafégrafia” ao final do livro.
Histórias que estão ali desde sempre, mas que nem sempre são notadas. Flagrantes de quem somos, poderíamos ou ainda queremos ser neste mundo de obrigações pré-fabricadas, em que mal temos tempo para um café”.

Com vocês: amor expresso

R$ 35

Conheça os outros livros da Autora

A construção da primavera

É um resgate da lírica helenística — a poesia de Safo e as canções de Bilitis — em que os elementos da natureza, do clima e da passagem do tempo marcam a psiquê da personagem. Alegria, melancolia, exaltação, recolhimento são as quatro estações e seu recomeço.

O sol da tarde

O sol da tarde é livro de recolhimento. Desenhado nos tons escuros da dor e do medo. Tempo de maturação e rumores.
O ritmo tem a delicadeza da respiração, mas nele, o pensamento está em carne viva. Ali, onde cada palavra é áspera e a memória é pontiaguda, o amor débil e tênue espia.
Na tarde morna, sussurrado entre cortinas de voal, surge o Sol – para logo em seguida se por. Conversa entre mim e aquele que se aventurar por meus versos de penumbra… Sem euforia. E em silêncio.

Tempestade urbana

Tempestade Urbana é um exercício de coletividade. O diálogo das artes é motriz de poemas de resgate. Aqui, o indivíduo se soma ao bem comum para só assim se transformar no humano repleto de possibilidades. Um livro de muros e horizontes, invisibilidade e plenitude. Um livro de amor pela cidade e pela arte urbana que brota, esplendorosa, do seu asfalto.

Coletivos da Scenarium…

A costura japonesa…

Quando decidi pelo formato artesanal de publicação… pesquisei os diferentes tipos existentes de encadernação e fui experimentando os que me interessavam. O resultado, no entanto, não me agradava… até me deparar com o processo japonês-oriental que se diferencia por não usar cola. Todo o processo da costura dos cadernos é feita através de amarração.

Podemos usar fios ou barbantes… E depois de experimentar todo o tipo de linha e fios, optei por fitas de cetim — sugestão feita pela atendente do bazar Ana Maria, em Moema.

Ao contrário dos outros processos de encadernação… a costura oriental permite que todas as folhas fiquem soltas por se tratar de um processo de amarração. Mas eu optei por criar cadernos composto por 04 folhas de tamanho A4 dobradas ao meio, unindo os cadernos que são prensado, furados e amarradas com fita.

O processo de furação após a confecção do primeiro volume de livros — reticências — composto por 06 pequenos furos, feitos com furadeira –, foi adaptado e eu passei a utilizar um furador de papel comum que produzem 04 futuros na lateral dos cadernos.

De todos os tipos existentes de costura japonesa-oriental, eu escolhi o mais simples e, levei alugm tempo para domar a Arte da costura. Me lembro que na primeira tentativa, a costura ficou solta-frágil. A simpática chinesa Yu achou graça da minha falta de jeito e tentou me motivar, dizendo que era mais fácil que pregar um botão. Eis o problema… nem isso eu sabia fazer. Nunca demonstrei afinidades com agulhas-linhas e olha que cresci rodeada por mulheres especialista em confeccionar meias, luvas e cachecol de lãs. Na casa de uma de minhas tias haviam uma máquina de costura que eu adorava espiar…

Os primeiros exemplares não ficaram bons… e eu demorei para me entender com fita e agulha, mas aconteceu. Depois eu precisei me entender com o processo criativo dos livros. Escolher o tipo de papel a usar no miolo e capas. Nos primeiros exemplares, foi tudo muito simples. Diagramava no Word e fazia a impressão em gráfica. Cheguei a testar o formato das fanzines… imprimir o modelo numa impressão caseira e fazer cópias, mas eu não gostei do resultado. Queria algo elegante, sem perder a característica do experimental e o estilo underground.

Imprimir em uma impressora caseira foi idéia do Marco que me acompanha nessa saga de experimentos.

Levou algum tempo até eu compreender as muitas possibilidades do formato: dobras e colagens. Cortes e recortes. Diferentes cores-tamanhos e tipos de papel.

Não sei quantos livros já costurei… mas, os projetos estão cada vez mais ousados, o resultado cada vez mais atraente e eu cada vez mais satisfeita com o resultado.


O Clube de assinatura de livros da Scenarium

A Scenarium 8 é o primeiro clube de assinatura de livros artesanais do universo literário… A proposta não é nova, tampouco inédita. Basta espiar a quantidade de clube de livros por assinatura que estão por aí. Uns são mais antigos, outros mais novos… e tem para todos os gostos.

Mas o nosso clube do livro aponta em outra direção… porque desejamos proporcionar ao leitor-assinante uma experiência laboratorial: durante 08 meses — sendo um livro por mês — enviaremos ao nosso leitor-assinante um livro coletivo de contos, crônicas ou poesias… que será impresso, dobrado, prensado, furado e costurado para esse seleto grupo de 30 pessoas.

O nosso clube do livro não é para muitos… porque um livro artesanal tem outro ritmo — não é forjado para prateleiras. Quando costuro um exemplar, o faço para o tato. Penso no famoso verso de Baudelaire — quand partons-nous vers le bonheur?

Escolhi o formato coletivo para ser fiel ao que balizou nossos livros até aqui: o elemento plural.

Mas a idéia é singular! Todo mês definirei um tema que será apresentado aos escritores, convidados a participar dessa aventura… com escritos inéditos. E o resultado será enviado aos nossos leitores-assinantes.

Para participar… basta escolher um dos nossos planos: anual ou mensal.

Quanto vou pagar?

Assinando o plano anual você ganha um livro de contos coletivo a quinze minutos do fim
Promoção válida até 30/01

Scenarium 8 — 2021

As capas dos nossos livros…

Os primeiros projetos artesanais da Scenarium traziam capa gráficas… com a Arte feita no computador e impressa em papel colour plus fosco 180grs colorida. Era algo mais simples-comum, igual as que encontramos nos livros comerciais.

Após participar de uma feira de livros de artista em Buenos Aires, percebi que o artesanal oferecia muitas possibilidades: diferentes tipos de papel, cores, recortes e colagens, dobras e rasgos. E que o livro feito um a um precisava de elementos de realce para dar um toque especial ao projeto.

A primeira proposta que elaborei nesse sentido foi a do livro amor expresso, de Adriana Aneli que aprovou o projeto desenvolvido com fitas de papel vermelho estileteadas e coladas por cima do papel preto. Depois veio o projeto das capas dos diário das 4 estações, que envolveu rasgos no papel, formando ranhuras que serviram de molduras para o título do livro.

Desde então, trabalhar a capa passou a ser um desafio porque os autores esperam por uma proposta inédita e diferente, e os leitores dos nossos livros… também!

E aí, qual dos nossos projetos de capa, você gosta mais?

Cinco anos de agulhas e linhas

A Scenarium completa cinco anos nesse ano ímpar…  e eu resolvi pedir um café ali ‘entre esquinas’. Enquanto aguardava pelo meu nome “cravado no copo, em preto’ ser chamado em voz alta pela Barista… pensei os anos, os livros, as pessoas-autores e os projetos.

Não consegui saber quantos livros costurei, mas sei que foram muitos — bem mais do que eu imaginei alinhavar. Todos em edições únicas com tiragem de trinta exemplares. Houve erros e acertos… mas, ao observar todos os feitos, concluo que não faria nada de diferente.

Quem me conhece sabe que eu gosto de errar-tropeçar-cair.

Não gosto é de não tentar, mas nada tenho contra recuar o passo… respirar fundo e repensar as direções, refazer os mapas.

A Scenarium continua firme na idéia de ser um Selo Editorial artesanal independente… a procurar Autores que concatenem com nossas propostas underground-subversivas… porque somos assim.

E continuaremos nesse caminhar… a depender dos amigos-leitores para selecionar-criar-inventar-divulgar-apresentar projetos-propostas de livros que unam num mesmo espaço-tempo… leitor e autor.

A correr o risco de não ser encontrado nas superfícies mais comuns, porque desde o começo, optamos por não nos deixar acumular, empilhar em prateleiras. Gostamos e preferimos o contato mais íntimo com as mãos-olhos-pele-alma dos nossos amigos-leitores.

Também continuaremos a nos reunir em espaços contraditórios. O importante é conjugar o verbo no tempo certo. Queremos estar em boa companhia, movido a abraços-cafés-diálogos e pessoas que compreendam a nossa dança-proposta.

A Scenarium agradece a todos que nos acompanham e participam de nossos projetos, seja na condição de Autor ou Leitor…

Depois de cinco anos, temos fôlego para mais cinco…
Quem é de embarque, seja bem-vindo a bordo!

Série Exemplos… de Poesias!

Ainda é tudo novo por aqui… estou a combinar elementos e a escolher o que serve ou não. Ainda é tudo feito no automático dos gestos. Me preocupei muito mais com o conteúdo que se oferece as folhas, que com o Livro em si… até pela consciência de que ainda era muito cedo para que se cumprisse certas exigências.

Sei que ao vislumbrar um livro a partir de suas futuras linhas, naturalmente, idealizo todo um cenário em minha pele-mente-alma… algo como uma casa: com os cômodos, a mobília, o quintal, o caminho até o portão, a calçada, uma árvore e também a rua… com seus movimentos em pares.

Criar cenários é coisa bastante comum ao meu imaginário — sempre ativo — mas não sei como o leitor e, também, o autor pensam um livro… contudo, gosto de supor que, ao desenvolver esse projeto-primeiro para a Scenarium, o meu universo lúdico se esparrama pelos lugares por onde passo… como se fosse uma planta com todos aqueles traços e retas…

Eis a premissa do projeto Exemplos: “eu ofereço os “cômodos e os autores… a mobília! E, aos poucos, vamos dando forma a casa”.

Mais tarde, chegam os amigos para visitar…


Com vocês: E.x.e.m.p.l.o.s de Poesias de:
Akira Yamasaki, Mariana Gouveia e Manoel (manogon) Gonçalves.


E.X.EM.P.L.O.S

de contos e poesias…

Coordenado pela nossa editora Lunna Guedes
lunnaguedes@gmail.com

O projeto E.X.E.M.P.L.O.S nasceu durante uma conversa arisca, na mesa da cozinha, em meio a pesados goles de chá. Ainda estávamos a considerar as possibilidades… era tudo tão novo e ainda não estávamos acostumados com a idéia…

Eu pensava em como alinhavar cadernos com poemas e contos numa proposta-primeira… e tentava dizer o que eu pretendia. Não sei se sabem, mas eu falo com as mãos. Sou toda gesticulação. Como se escrevesse no ar ou numa lousa invisível.

Foi quando Marco disse em voz alta: “me dá um exemplo do que você pretende”. O sorriso aconteceu naturalmente, quase num estalo… era exatamente o que se pretendia: exemplos de palavras, versos, frases inacabadas, imperfeitas.

Feito argila nas mãos, o projeto foi sendo — lentamente — moldado…

nosso scenarium

A Scenarium livros artesanais não é uma editora. É um selo artesanal que surgiu em um fim de tarde, entre esquinas e pesados goles de café… em meados de 2013.

A nossa idéia primeira partiu da simplicidade: Ser plural… a partir do singular.

Começamos organizar a nossa proposta. Definimos que a nossa Tiragem seria pequena: trinta exemplares (por edição) devidamente numerados. Seriam impressos, prensados, furados e costurados com linha de cetim… um por um.

Optamos pelo processo experimental e sem futuro… apenas uma idéia quase obsessiva: propor aos autores e leitores um enlace quase orgânico — uma espécie de continuidade do indivíduo.

A Scenarium livros artesanais… desde o primeiro livro impresso e costurado tinha a intenção de lidar primeiro com o tato e a partir desse sentido primordial para nós, alcançar todos os outros!


Lunna & Marco