Coletivo de Crônicas

Scenarium

Faz tempo que a crônica faz parte da vida literária do brasileiro, e muitas vezes, lemos um pequeno texto nas redes sociais, blogs ou em folhas de revistas e jornais impressos (acredite, ainda há que pratique esse delicioso hábito) que nos faz sorrir ao nos apresentar uma crítica bem humorada da realidade.

Pensando nisso, a nossa proposta para esse Coletivo de crônicas é convidar os autores a extrair de seu cotidiano uma crônica sobre o tema que circula entre nós: o conjunto de regras que determina como nós Mulheres devemos nos comportar, agir, pensar, falar, vestir… de maneira a pontuar o nosso lugar na sociedade contemporânea, usando sempre os modelos conhecidos-antigos.

Queremos dar ao tema uma boa dose de humor sem deixar de lado a ironia, as abordagens reflexivas e as associações inusitadas.

O Coletivo reunirá 13 crônicas e será organizado por Roseli Pedroso.

Armários de Maravilhas

Olá,

Vocês sabem que eu adoro fazer convites-indecentes para os autores que convivem comigo… E dessa vez, a idéia para um Coletivo surgiu ao ler um dos blogues que acompanho há tempos e que tem um nome para lá de pitoresco que eu adoro: Frasco de Memória

O jovem Theodore Roosevelt construiu um pequeno museu no alpendre de sua casa, onde organizava e catalogava as suas colecções; o pai de Theodore fez parte do movimento que fundou o Museu Americano de História Natural.

De facto, a maioria dos museus nasceu de pequenas (ou grandes) colecções pessoais que eram guardadas em móveis chamados Armários de Maravilhas. Pretendia-se que quem os visse se maravilhasse, obviamente.

Terminei a leitura pensando em um caderno artesanal convertido em “Armário de Maravilhas” e cá estou eu a provocá-los com este desafio… porque cada um de nós tem a sua própria coleção pessoal de maravilhas: fotos, livros, cadernos ou pequenos objetos cheios de significados, aguardando o momento de serem exibidos.

Eu te convido a compartilhar: escolha o tempo, o momento e escreva… máximo de 500 palavras (pode ser menos) em formato de prosa. 

Prazo para envio-entrega: 03/03…

Envie para o nosso e-mail: scenariumlivrosartesanais@gmail.com

Coletivo O mapa de vênus

R$ 37

Olá,

Hoje é dia de sugestão de leitura aqui no blogue! E para quem gosta de poesia… a dica é o Coletivo O Mapa de Vênus… que surgiu a partir de uma missiva escrita por mim e, enviada as poetas Anna Clara de Vitto, Kátia Castañeda, Mariana Gouveia, Nirlei Maria Oliveira e Suzana Martins…

Os cadernos que compõe o livro O mapa de vênus forma feitos a partir das respostas escritas pelas poetas correspondentes, em forma de poesias… e enviadas a mm.

É um projeto que convida você, ao final da leitura, a migrar da condição de leitor para a de correspondente. Pegue papel, caneta, um envelope, de preferência feito por você mesmo… e escreva-nos a sua missiva. Será um prazer colher suas impressões ao final da leitura…

Conto, novela ou romance?

Quando eu decidi virar a página da minha realidade, migrando da psicanálise para a literatura… eu tinha uma certeza: iria escrever um romance. Mas, quando se pronunciei essa frase em voz alta, nem desconfiava que existia um sem-fim de diretrizes penduradas nela.

Tem gente que pensa naqueles livros intermináveis e pesados… com não sei quantas mil páginas. Enquanto outros, lembra-se daquelas leituras — obrigatórias — do tempo do colégio. Livros esquecidos em prateleiras… Eu pensava apenas na narrativa e no desafio que seria me dedicar a esse projeto-de-vida.

Mas, para quem está atracando na realidade literária agora, vale prestar atenção no que diz o vasto universo da literatura a respeito dos diferentes tipos de gêneros disponíveis: conto, novela e romance.

Vamos lá…

Conto

É uma narrativa curta que apresenta todos os elementos tradicionais e essencias de uma boa história: personagens, tempo, espaço, enredo e que se encaixa em qualquer gênero, como: ficção científica, policial, fantasia…

Se alguém me perguntasse, por onde eu começo: eu não titubearia em dizer: pelo conto porque é uma excelente maneira de um Autor se inaugurar no mundo literário. Você terá menos trabalho e conseguir ver o resultado da sua narrativa num espaço curto de tempo. Não quer dizer que será fácil e vai dominar o gênero em dois paragráfos. Mas te dará a exata noção das suas dificuldades e aprenderá com elas.

Uma explicadação rápida para você saber onde está pisando: o conto se caracteriza por apresentar um único conflito… o que permite que a gente se dedique a um acontecimento relevante e um clímax.

Nos cursos que ministrei, percebi que muitas pessoas confundiam conto com crônicas — gêneros totalmente diferentes. A crônica é uma opinião — quase sempre bem humorada — de um fato cotidiano e costuma ter prazo de validade curto. Embora no Brasil, crônicas escritas nos anos 1940 continuam atuais, como se tivessem sido escritas pela manhã. Mas não era para isso acontecer. É a velha mania das pessoas reciclarem temas, requentando-os… alguém aí, gosta de café frio?

Voltando aos contos… é um gênero que aceita diálogos entre os personagens. Mas não admite opinião do autor que pode ser ou não o narrador da história. A escrita ocorre na primeira ou na terceira pessoa do singular. Mas em momento algum pode fugir do objetivo principal do conto que é contar a história.

É o contrário da crônica, onde você pode esbravejar com o mundo, deixando claro o que você pensa e sente a respeito dos “patriotas acampados na porta do quartel“… porque a crônica é um gênero que acomoda uma crítica bem feita… e você pode soltar o verbo. Esbrejar contra o mundo. Soltar os cachorros. Só não pode esquecer que, ao fazer uso da sua liberdade de expressão, não pode ofender ou agredir pessoas com o seu linguajar. Seja elegante… sempre! É a base da literatura…

No conto você precisa ser objetivo… não dar informações desnecessárias a respeito da história, não se perder e usar uma linguagem simples e natural, o mais próximo possível da sua fala cotidiana. Não inventa de incrementar o seu vocabulário. Ninguém quer ler uma história com um dicionário do lado. A idéia é se devertir com uma narrativa gostosa, que te pega pela mão e te leva para outros lugares. Uma viagem, é o que você propõe ao leitor.

Novela

Eu costumo dizer a quem me pergunta: que Novela é um conto que ficou muito grande, mas que não conseguiu ser um romance. E toda vez que digo isso… caiu na risada porque não é tão simples, mas é uma maneira rápida de definir o gênero.

A novela tem vários personagens que giram ao redor do protagonista, que é a razão da história. O ritmo da narrativa é mais acelerado e as cenas são muito importantes para esse gênero, por isso são facilmente adaptáveis para o teatro, cinema ou televisão.

No Brasil é comum as pessoas confundirem o gênero literário com as teledramaturgias produzidas pela Rede Globo que são vendidas como: novela — palavra mais simples que teledramaturgia. Você consegue imaginar o público dizendo: vou assistir a teledramaturgia das seis-sete-nove? Nem eu… Mas assistir uma boa novela produzida pela emissora te ajuda a compreender esse gênero. Na hora de criar os núcleos e as cenas.

E há um critério muito equivocado usado para determinar o gênero novela: a quantidade de páginas. Dizem que é uma espécie de limar entre cem a duzentas páginas.

Perdão Jane Austen! Eles tem essa mania de montante de páginas.

Romance

E chegamos ao gênero que eu considero o mais importante porque é o meu favorito e, sem dúvida, é mais conhecido quando se trata de literatura. Apesar do nome, aviso que história de amor não é uma exclusivamente do gênero. Romance é uma definição dada a narrativas extensas, com variados temas e seis arcos narrativos:: exposição, conflito, ação ascendente, clímax, ação descendente e resolução.

O romance apresenta muitos personagens, contando com protagonistas, antagonistas e personagens secundários — com arcos dramáticos próprios. Há inúmeros conflitos, clímax e reviravoltas.

Você precisa ter total conhecimento da vida de seus personagens. Definição dos protagonistas e antagonistas e consciência do foco narrativo: declinio, ascensão, complexa, dramática. Esse foco não pode, nem deve mudar ao longo da história. E o autor precisa deixar claro desde o primeiro parágrafo para onde vai conduir o leitor.

Para cada foco narrativo, há exemplos na literatura universal. De Flaubert e sua Madame Boavary à Jane Austen e seu Orguho e Preconceito. Romeu e Julieta de Shakespeare. Orlando de Virginia Woolf. Frankenstein de Mary Shelley — para citar alguns livros que você pode ler para se localizar na realidade literária e seus estilos…

Claro que fiz aqui um resumo… apenas para situar as diferenças existentes entre contos, novelas e romances… Recomendo que experimente cada um dos gêneros em suas leituras. Um conto delicioso de ser ler é O Gato Preto, de Edgar Allan Poe, um dos melhores nesse segmento. No gênero novela, eu recomendo a mestra Jane Austen e seu pitoresco Razão e sentimento (com tradução de Lygia Fagundes Teles) e o excelente romance: A elegância do ouriço, de Muriel Barbery…

E se quiser conversar a respeito… temos o nosso Clube de Escrita da Scenarium, onde discutimos e realizamos exercícios de escrita. Vem com a gente, os nosos encontros acontecem às segundas, das 20 às 22 horas — online…

Coletivo Nascer pela segunda vez

R$ 37

Olá,

Hoje é dia de sugestão de leitura aqui no blogue! E para quem gosta de poesia… a dica é o Coletivo Nascer pela Segunda vez… que surgiu a partir de um desafio proposto por mim, em 2021.

A idéia era construir um Livro a partir de diferentes vozes, que falassem ao leitor as emoções que apenas a poesia é capaz de orientar em linhas e versos… a partir de um tema que fala por si: nascer pela segunda vez... algo que fazemos ao despertar em uma dessas manhãs que pertencem a um dia qualquer pautado por um calendário — que um astrólogo arbitrário, inventou para o meu uso. E roda a melancolia. seu interminável fuso! — como escreveu a poeta, Cecília Meireles.

Os poetas que aceitaram o desafio… compreenderam que cada poema deveria ligar-se ao outro, como vagões de um trem. E no processo de seleção, eu me coloquei como uma locomotiva, dessas que despejam no ar um sonoro apito, avisando da partida de uns e da chegadas de outros…

Tenho uma amiga que gosta de dizer que poemas são preces e outra, que livros são presenças. Gosto imenso das duas definições… E você, em qual prefere?

Se você aceitou a minha sugestão de leitura, aproveite e fique com a pergunta em mente e veja que resposta surge ao finalizar a leitura de cada um dos cadernos que compõem o Coletivo Nascer pela segunda vez… 

Participaram do Coletivo: Adriana Teixeira Simoni, Manoel (manogon) Gonçalves, Margarida Montejano da Silva, Nic Cardeal, Nirlei Maria Oliveira, Rozana Gastaldi Cominal e Suzana Martins…

E nesse mês de Fevereiro… a Scenarium vai sortear um exemplar de Nasce pela segunda vez no dia 28 de fevereiro. Toda compra feita coloca o seu nome na lista dos sorteio…

Leitura comentada  | Alice, uma voz nas pedras

Olá,

Temos um novo encontro marcado e dessa vez… eu e Suzana Martins iremos comentar o livro Alice, uma voz nas pedras… de minha autoria.

O romance escrito por mim e publicado em 2020 conta a história da jovem Alice, uma menina sonhadora que desde a infância deseja encontrar o seu par e ouvir dele um romântico pedido de casamento. E o sonho vira realidade. Mas no meio do caminho, os abusos e a violência cometidas pelo marido, faz da vida de Alice um pesadelo…

Alice, uma voz nas pedras não é leitura fácil! Mas os elementos destacados: marido-esposa, sonho de princesa, conto de fadas, desejos e vontades nos coloca para pensar em como os modelos estão errados e as fórmulas incorretas. Em pleno século XXI, ainda chafurdamos no atraso quando se trata do lugar da mulher e do homem na sociedade.

 Anota aí, dia 17 de fevereiro, às 19h30