Coletivo Andarilha

Olá,

Eu não sei você, mas andar é um movimento necessário que faço, às vezes, no automático… ao acordar pela manhã e dar corda em meus rituais de despertar. Caminho trôpega até o banheiro e encaro o meu reflexo meio torto da noite-travesseiro-sonho-ou-pesadelo no fundo do espelho. Água fria. Uma duas ou três mãos bem cheias… em concha.

Respiro fundo… Vou até a varanda espiar a cidade de prédios e rua asfaltada. Sinto falta de uma banca de jornal do outro lado da rua. Aceno ao passado. O signore Alfredo que guardava as notícias frescas e as minhas revistas favoritas. Ele passou a me chamar de bambina depois de uma visita do mio babo. Fez questão de dizer a ele que havia reparado que eu era mais do silêncio que do barulho. Preferia a leitura ao diálogo. Trocamos sorrisos e após um sonora despedida… seguimos a passos combinados-encaixados pela rua estreita. Ele do lado de fora, contando os passos. Eu por dentro, a vasculhar a superfície em busca de folhas da estação…

Caminhar é coisa antiga que repito no presente. Para apanhar um livro na prateleira. Colocar uma Missiva nos correios ou apenas para encontrar um amigo no Café — foi o que motivou esse Coletivo. Saber o passo do outro — para onde vai?

E cada Poeta participante desse Coletivo apontou um destino que eu tive o prazer de cerzir com fita de cetim…

Lançamento 27/08

via google meet – às 17h00

Poetas
Chris Ritchie
Flávia Côrtes
Luana Souza
Manoel Gonçalves (Manogon)
Mariana Gouveia
Nanda Chinaglia
Nirlei Maria Oliveira
Obdulio Nuñes Ortega
Rozana Gastaldi Cominal

Organização
Anna Clara de Vitto

Tiragem única de 30 exemplares numerados

Vômito

Por Obdulio Nuñes Ortega

Não apenas do que comemos para manter o corpo funcionando, vivemos. Mas também de tudo o que recebemos de vibrações energéticas, sensações físicas, mentais e espirituais informações, olhares, toques, beijos, emoções, tapas, palavras, imagens, gostos, sentimentos, músicas, abraços, desejos, leituras, cheiros, vozes, sexo, silêncios, luz e sombra, amor e seu querido companheiro, o ódio e tudo mais que desenvolvemos como seres viventes-comunicadores-emissores-receptores neste planeta.

Porém, se não conseguirmos digerir do que nos alimentamos, a tendência é que expulsemos boca a fora o excesso, material e metaforicamente. Muito do que nos alimentamos, em vez de nos fortalecer, nos faz mal. E pode até matar. São venenos que colocamos goela abaixo ou acolhemos com nossos olhos, ouvidos, nariz, boca e pele, mente. Invadimos e somos invadidos por todos os meios. Ofendemos e somos ofendidos. Sensíveis, mortais, ainda assim vivemos a buscar a eternidade por um instante, que seja.

A nossa tendência à violência ultrapassa os campos pelos quais trafegamos. Impedidos de eliminar nossos inimigos, nos comportamos como bestas-feras, caçando vítimas pelas ruas virtuais da Internet ou presencialmente em praças, casas, repartições, lojas, chãos de fábrica, quartos de hotéis. Há já algum tempo, o suposto anonimato tem garantido que assassinemos ídolos e seres comuns, matemos reputações ou maltratemos incautos que são escolhidos por estarem em evidência. A meta é cancelar-trucidar-reduzir. Sobressairmos. O mundo virtual tem avançado à frente do mundo real e vis governantes de nações democráticas são eleitos por inocentes úteis e crentes de ocasião ou profissão.

Vomitamos misérias das quais somos alimentados desde que nascemos. Crescemos de vômito em vômito. Se não nós mesmos, outros vivem desses despojos. Vemos, mas não enxergamos o quão podre é nossa comida — leis, sociedade, educação, família, amigos, concidadãos — nossa vida. Ou como a transformamos nessa monstruosidade da qual dependemos e até adquirimos o gosto de depender. Como se fosse um ideal perseguido — um prêmio ao final de todo o nosso esforço. Por ódio pressentido, mas mal definido pelo que nos tornamos, violentamos o nosso ser em busca de coisas que se desvanecem em valor ao longo de nossa existência. O que nos resta é o que nos resta. No máximo, sobram manchas regurgitadas de nossa pequenez em nossas roupas rotas.

Obdulio Nuñes Ortega — viu a luz no fim do túnel pela primeira vez em 09 de outubro de 1961. Desde então, sempre que acha estar sob o sol, o mundo se cobre de pesadas nuvens ou vê soterrado seu entendimento sob massas de quase impenetráveis cavernas de obscurantismo. Nesse quadro de idas e vindas, altos e baixos, tenta encontrar o equilíbrio necessário para respirar. Começou e não terminou os cursos de História e Português na Faculdade de Filosofia, Letras E Ciências Humanas, da USP; se perdeu e se reencontrou outras tantas vezes e se tornou, para sobreviver, um microempresário na área de eventos que apresenta como característica principal o fato de ser uma atividade errática e fluídica, quase sessões contínuas de acampamentos ciganos em sequência de montagem e desmontagem. Formou-se em Educação Física pela UNIP para entender o corpo que carrega a sua alma. Quanto a sua alma é de escritor. Pela Scenarium Plural — Livros Artesanais, lançou REALidade, Rua 2 e Confissões, além de participar com contribuições para edições especiais do selo e para a Revista Plural, trimestral. Vivendo e morrendo em São Paulo, onde nasceu, busca encontrar a palavra decisiva ou a pergunta perfeita.

Vomitar o quê, se não comemos?

Por Isabel Rupaud

Ao primeiro grau, o tema proposto remete à fome ou ao jejum exigido pelas equipes médicas… Logo, um mínimo de reflexão nos coloca a pergunta: de que nos alimentamos?

Nós temos liberdade de escolha! A vida nos coloca diante de fatos e provas que não elegemos, como as catástrofes naturais, as epidemias, as situações macroeconômicas. Alimentamo-nos de quê? Apresentam-se algumas opções. Podemos reagir com raiva, ou desespero, ou resignação. Se um terremoto derrubou a nossa casa, podemos desperdiçar nosso tempo e energia em revoltar-nos, entregar-nos ao desânimo ou respirar fundo e começar a limpar o terreno par construir uma casa melhor e mais bonita! Jung chamava a isso livre arbítrio.

Outras provas constituem consequências de nossas ações: opções do cardápio da vida. Colhemos o que plantamos. Não devemos nos queixar, por ter sido nós mesmos que provocamos tal ou tal outro resultado negativo.

De que nos alimentamos emocionalmente ou mentalmente?  De ódio? Cólera? Revolta? Desprezo pelos outros? Pessimismo? Ou de otimismo, respeito, fraternidade, paciência, carinho? Como são nossos pensamentos? Positivos? Ou negativos?

Quando está tudo bem, há paz, recursos econômicos, prosperidade, saúde, é mais fácil mostrarmos uma face de pessoas bem educadas. Mas ai!, ao vivermos momentos difíceis, eis que manifestamos nossa verdadeira realidade. Dizia minha avó, uma mulher sábia, que na hora da raiva é que mostramos nossa verdadeira educação. Em Suíte Francesa, um longo romance inacabado sobre as pessoas durante a Segunda Guerra, Irene Nemirovsky diz que nada como uma guerra para revelar quem cada um realmente é.

O título remete principalmente à cultura ou — é claro — à falta desta. Muitas as pessoas, não por opção, são privadas de cultura, de informações, o que nem sempre os impede de adquirirem uma sabedoria impressionante! São raras, infelizmente.

A atualidade, no entanto, principalmente no Brasil, nos mostra número enorme de pessoas incultas, que ignoram igualmente essa sua condição. Consideram-se bem informadas, sem sê-lo; têm preguiça de ler, de tentar pensar, nada mais precisam aprender; acreditam em qualquer baboseira que lhes seja contada e deixam que se lhes despertem o ódio, a violência e outros sentimentos latentes em seu íntimo. Entregam-se alegremente à destruição de leis, instituições, organizações, órgãos de proteção da saúde, da educação e do meio ambiente, assim como do próprio planeta. Tudo em nome da fantasia de se sentirem poderosos, donos do mundo, superiores àqueles a quem de fato são inferiores.

Isabel Rupaud — cansada de trabalhar textos dos outros, traduzindo documentos técnicos e jurídicos por mais de 40 anos, meteu-se a escrever tardiamente. Ao mesmo tempo ousada e prudente, acha que o mundo é divertido e os obstáculos e dificuldades constituem desafios. O pé que tem na França, onde morou por quatro anos, inicialmente como estudante de Linguística e depois casada, tem muito peso em sua personalidade. 

As Estações

Olá,

Ah, as Estações do ano. Como sabemos: são quatro: primavera e verão, outono e inverno. Ciclos completos que Vivaldi musicou. 

A primavera é a mais conhecida. 
A minha favorita é o Outono. 

Mas ouvir as quatro em sequência, pela manhã, em um dia de sol após uma semana cinza, é particularmente saboroso. 

E eu recomendo… e deixo a sugestão para você que é assinante do Clube do livro da Scenarium para que faça isso na companhia do nosso livro de Agosto:

As estações 

Reunimos 04 poetas: Flávia Côrtes e Mariana Gouveia, Nirlei Maria Oliveira e Suzana Martins e em seus sagrados versos dedicados As estações da pele e da memória, do cuore e da alma… nos conduzem por uma trama onde corpo-alma-memória-e-cuore são uma matéria-una. 

O livro foi enviado aos assinantes, mas para quem não faz parte do clube, pode encomendar a partir de hoje o seu exemplar.

01 exemplar R$ 39,90
02 exemplares R$ 60,00

Um forte abraço
Lunna

Scenarium 9 anos

Olá,

No mês de aniversário de 09 anos da Scenarium livros artesanais queremos retribuir todo o apoio que recebemos dos nossos leitores.

No dia 26 de agosto (sexta-feira última) vamos realizar ao final do Sarau Scenarium no nosso instagram, o sorteio de uma caixa de pandora (contendo todos os livros do nosso catálogo: 05 livros de contos, 08 livros de crônicas, 14 livros de poesias e 07 romances)…

Para participar é fácil:

A cada compra feita durante o mês de Agosto
você ganha 01 cupom…

Grazie a todos vocês e vida longa e próspera a todos os selos de publicação independente

Viva os Livros, viva a Cultura, viva a Democracia e para deixar bem claro:
Fora Bolsonaro!

foto do post: meramente ilustrativa

Scenarium 8 Coletivo Mosaicum

Palavras são tesselas

Mosaico — ou arte musiva — é um embutido de pequenas peças, denominadas tesselas, que são pequenos fragmentos de pedras, como mármore, granito, semipreciosas, pastilhas de vidro, seixos… moldados com tagliolo e martellina para serem colados sobre qualquer superfície plana para se formar um desenho. 

Olá,

Para esse Coletivo, eu pensei nas cores e nas formas que as tesselas nos oferecem quando combinadas num tablado. Tomei emrpestado para esse projeto de livro, a idéia de que palavras são tesselas e a superfície o papel o tablado onde o desenho se forma a partir de uma trama maliciosamente orquestrada por quem se propõe a premissa-promessa: escrever-se…

A palavra “mosaico” tem origem grega, deriva de mouseîn… que deu origem à palavra música, que significa: próprio das musas. É considerada uma Arte decorativa milenar, que nos remete à época greco-romana, quando teve o seu apogeu. Nos dias atuais, o mosaico ressurgiu na decoração de ambientes interiores e exteriores.

Convite feito… aguardei pela chegada das tesselas para alinhavar mais um Coletivo — o primeiro do nosso Clube do livro por assinatura de 2022. Trabalho finalizado… entrego nas mãos do leitores para que encurte a respiração, puxe a cadeira e de possde uma xícara de café… divirta-se com as imagens que o imaginário irá inventar a partir do que os olhos recolhem em cada página articulada por nossos autores convidados, em prosa e verso: 

Adriana Aneli, Adriana Eliza Bozzetto, Anna Carriero, Anna Clara de Vitto,
Caetano Lagrasta, Flávia Côrtes, Isabel Rupaud, Joaquim Antônio,
Katia Castanesa, Ligia C. Libâneo, Lunna Guedes, Mariana Gouveia,
Manoel Gonçalves (manogon), Nic Cardeal, Nirlei Maria Oliveira,
Obdulio Nuñes Ortega, Roseli Pedroso e Yara Fers.

Em que momento um livro pode ser considerado pronto?

Por Obdulio Nuñes Ortega

Tenho certa compulsão em transformar todos os meus pontos finais em reticências… como se tivesse tanto mais a dizer e a voz ficasse embargada na garganta. Sinto impulso em prosseguir, mas chego a duvidar se a continuação do texto enriqueceria o tema ou apenas o dispersaria.

Ao invés de vomitar aquilo que quero expressar, costumo me perder nas explicações das pontas soltas deixadas no corpo do texto. Essa ação, às vezes, corrompe o argumento inicial com uma saraivada de locações, advérbios e complementos nominais que normalmente não chegam a lugar algum.

Ainda há as palavras… como se fossem adeptas de uma seita que propõe o amor livre e desbragado… começam a se associar livremente. Sem o devido controle de minha parte, mal consigo colocar um ponto final nessa orgia lexical.

Creio que o meu sofrimento estilístico tenha tido origem no longo tempo que fiquei sem escrever… foram vinte anos em que mantive a minha personalidade de escritor presa a amarras invisíveis.

Deixar de escrever foi uma decisão que tomei no meio do caminho da vida, da minha história. Me afastei da escrita como quem se afasta de um vício. Supus que compor histórias fosse um desvio ao qual deveria renunciar.

Imaginei que seria recompensado pela realidade… vivendo-a literalmente. Criei muitas regras para evitar cair novamente em tentação. O que não impediu que certos versos brotassem de minhas mãos em momentos de distração… reproduzindo em papel as passagens do sonho da noite anterior.

Após um momento decisivo senti que deveria deixar aflorar novamente o homem que escreve… e foi como voltar a respirar novamente… percebi, no entanto, que havia desaprendido a manejar as palavras.

De volta à escrita, vi crescer o medo de que a viagem pudesse se tornar um ritual tão egoísta, que acabaria transformando as pessoas ao meu redor em meros acessórios de um Criador-compulsivo e, com isso, afastei-me das conclusões, mergulhando em falsas justificativas e alongando-me em linhas e mais linhas.

Conclui, contudo, após alguns exercícios-ensaios, que terminar um livro-história-texto esbarra diretamente na pessoa que sou… deixar de escrever não foi fácil, mas foi bem menos difícil do que eu imaginava. A escrita sempre esteve em meu sangue, como doença que se recolhe no organismo-vivo.

Em um mundo em que finais se repetem ad aeternum, como homem e escritor eu sinto que nada é realmente definitivo… a vida sempre encontra um meio, talvez por isso seja desafiador enfrentar a palavra “fim”… mas sigo nessa busca — em cada composição —, tentando acrescentar o ponto final para dizer em voz alta “está pronto”. O sucesso, contudo, ainda não me abraçou.

Profissão: Escritora!

Profissão: escritora amarra duas pontas de vida. Começa com um texto a respeito do surgimento da leitora. Termina com a consciência da escritora que inexistiria sem a primeira.

Lunna nos revela que a ficção pede atenção, cuidado, dedicação e muita disciplina. “É um exercício diário… um projeto de vida com o qual se comprometer para fazer acontecer. Mas, antes de tudo, é aprender a lidar com os fracassos, porque antes do primeiro bom texto, eu fracassei centenas de vezes e foi excelente perceber que foi o que de melhor aconteceu“.

Em 151 páginas, ela afirma que a ficção precisa ser interessante e para isso, o autor precisa criar a partir de suas experiências. Não pode e não deve afastar-se de todas as coisas que viveu consciente ou inconscientemente.

O imaginário não pode ser alimentado com fantasias. Ele precisa da realidade para que a história seja relevante, tanto para o autor quanto para o leitor.

amor expresso, o livro de contos de Adriana Aneli

que tal uma xícara de amor expresso?

O café se encontra em todos os textos não apenas como coadjuvante das histórias — batizadas com nomes de filmes, pinturas, músicas, contos, romances, novelas e poemas que a escritora saboreou no decorrer de sua vida —, mas como criatura oracular que observa o desenlace de muitos destinos.

Olá,

Hoje é dia de clássico da Scenarium livros artesanais! A sugestão é amor expresso, da Adriana Aneli. Um livro que exibe em suas páginas: 50 mini-contos ilustrados pela artista plástica Cristina Arruda e que combinam o melhor dos mundos: café e cinema.

Publicado no ano de 2017, o livro caiu no gosto popular e atualmente está em sua décima primeira edição.

Você já bebeu café Aneli? Não? Bem, vamos à receita: Pegue uma jovem linda, formada em Direito pela USP; adicione uma pós-graduação em Direito da Família e Mediação de Conflitos Familiares; acrescente à mistura um punhado de dramaturgia, uma boa dose de literatura e derrame sobre tudo muita graça, inteligência e irreverência. Depois, leia até encorpar. Pronto! Está servido o café Aneli, uma delícia em forma de microcontos, capaz de satisfazer até os mais exigentes apetites literários.

É verdade. Adriana Aneli e seu livro, Amor Expresso, parecem uma receita maluca que combina coisas bem diferentes, mas que deu muito certo.

Amor Expresso nos fala de uma humanidade transformadora, da alquimia que converte alimento em gestos de luz. E, nem por isso, deixa de trazer o sabor amargo dos arrependimentos, o gosto acre daquilo que poderia ter sido e não foi. É impossível não se deixar levar pela maneira suave com a qual Adriana nos cativa com histórias curtas, enquanto suas palavras nos aquecem por dentro. Em seu livro, nos deparamos com construções lindamente apuradas, como nesse trecho do texto Homo fugit velut umbra“Quando a luz natural invadiu o quarto, não encontrou a si mesma no espelho”.

Leia a resenha escrita por Retipatia

A… gosto!

Olá leitores,

O mês de Agosto é muito especial para nós. É o nosso Marco Zero no mundo literário. A nossa primeira publicação aconteceu no distante 26 de agosto de 2014. E a data foi escolhida por ser importante para mim. Foi o dia em que atraquei o meu corpo e alma em São Paulo e conheci o meu parceiro de crime Marco Antônio.

Nós dois organizamos um sarau… chamamos os amigos e contamos as nossas intenções — que são sempre as piores possíveis. rá

A nossa primeira remessa de livro determinou o nosso estilo de publicação. Foram quatro exemplares em carater experimental — elemento que norteia a nossa produção artesanal, conhecida pelos 04 furos e pela costura oriental, feita com fita de cetim.

Experimentar é algo que considero essencial porque eu busco por algo que surpreenda ao toque… das mãos que folheiam as páginas e dos olhos que sorvem linha por linha. Exijo o melhor texto dos autores que publico e tento dar a eles o melhor ao publicá-los. tipos de papel diferentes, combinação de cores, gramaturas e texturas. Invento cortes, recortes e rasgos porque a escrita é movimento e o livro precisa se orientar nesse sentido.

Cada projeto que eu invento é único! E imprimir um livro por vez — arte do mio amore –, nos permite levar ao nosso leitor: um exemplar exclusivo. Nada se repete em nossas páginas. Cada exemplar tem pequenos detalhes que saltam aos olhos dos mais atentos, afinal, a palavra requer cuidado, afeto, disciplina e respeito.

E para celebrar mais um ano em nossa realidade artesanal, convidamos você, leitor apaixonado para a nossa Festa, no dia 26… Vamos fazer o nosso Sarau no instagram e um encontro no Meet. Teremos o lançamento da Revista literária aresanal Plural (edição comemorativa), o Coletivo de poesias Andarilha e chamada para publicações futuras. Além de Sorteios e promoções especiais…

Lunna & Marco

Esse é o nosso Scenarium